Date: 17/09/09 | Tags: entrevistas, pedra natural, personalidades

Iniciamos aqui a nossa série de entrevistas com algumas das grandes personalidades da pedra natural portuguesa, e em particular, da pedra calcária portuguesa. A 1ª entrevista foi realizada a uma das personalidades da área da extracção, o Sr Silvino da empresa Solismar. Apresentamos abaixo o essencial da entrevista:
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1.Nome (pessoa / empresa)
Sr Silvino, gerente da empresa Solismar – Exploração de pedreiras.
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2.Actividade da empresa / tempo de actividade
Iniciámos a actividade da nossa empresa há 17 anos. Trabalhamos na extracção de blocos de pedra calcária portuguesa.
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3.Tipo de produtos / materiais
Essencialmente blocos de pedra calcaria, conhecido como Semi Rijo, ou também a Salgueira.
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4.% de vendas mercado nacional / internacional?
90% do nosso volume de negócios é para o mercado nacional e o restante 10% para o mercado internacional. No entanto, destes 90% do mercado nacional, a grande maioria dos blocos após transformação acaba por ir para o mercado internacional.
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5.Como chegou até aqui? Como explica o seu sucesso?
É importante dizer que antes havia mais procura do que hoje. Dantes comprava-se para fazer stock, para a eventualidade de grandes obras. Hoje, compra-se quando é preciso. A nossa abordagem foi sempre de garantir um bom excelente nÃvel de fornecimento para os clientes, com o máximo de qualidade. E apostamos forte na prospecção de negócios, tentando sempre prever o que o mercado irá trazer no futuro.
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6.Qual a sua opinião sobre a crise actual? Como afecta a sua empresa?
O ponto essencial sobre esta crise é que temos que estar muito atentos ao mercado e à sua evolução. Nem todos os fornecimentos são interessantes, pois há muitas empresas que não têm condições de trabalhar e assegurar os pagamentos. É essencial ter muita atenção ao mercado e às empresas que nele trabalham.
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7.Qual a estratégia para ultrapassar a crise?
Trabalhar e apurar qualidades. Quando a crise instala-se, os agentes económicos ficam muito atentos. Para sair da crise é necessário fazer uma boa filtragem, para perceber quais são as empresas que realmente são bons parceiros de negócios. Tudo isto é essencial para que o mercado seja mais saudável e esteja mais confiante.
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8.Até quando pensa que vai durar a crise?
A contrução está em baixa e essa é uma das causas da crise. A construção é uma das alavancas da economia, tanto levando-a para baixo como para cima. No geral, não acredito que a crise acabe já, neste ano de 2009. Também não acredito que 2010 vá ser um ano muito melhor. Prevejo a saÃda da crise em 2011 ou 2012, parece-me que estes vão ser os anos da retoma. E tudo isto vai depender muito da forma como a economia americada vai recuperar.
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9.Futuro da indústria da pedra portuguesa? E da área da extracção?
As pedras portuguesas têm muita qualidade. O que precisa é de ser melhor aproveitada nos mercados. A nÃvel de pedra calcária, temos pedras de excelência como é o caso do Moca Creme, que já conquistou o mercado internacional. De uma forma geral, o futuro do nosso sector está de braços dados com o futuro do sector da construção. Dependemos da construção nacional e internacional.
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10.Quais são os grandes desafios para as empresas da área da extracção?
Nós somos oprimidos na área da extracção, no que diz respeito ao alargamento e expansão de pedreiras. Noutros paÃses acontece exactamente o contrário, onde nos últimos anos, licenciaram-se milhares de pedreiras. Nestes caso, se há extracção, há transformação. A força destes paÃses vê-se nas feiras, onde têm uma forte presença.
De uma forma geral, os grandes desafios do nosso sector são o de manter e apurar a qualidade dos nossos produtos, de melhorar a comercialização e por fim, de haver um maior e melhor aproveitamento da pedra no que toca à sua transformação.

























