Após anos de crescimento sustentado, a exploração de rochas ornamentais atravessa um período de estabilização e, mesmo, de algum decréscimo em algumas zonas, como é o caso das regiões do Algarve e do Alentejo, em consequência da profunda desorganização do mercado internacional da pedra natural devida, sobretudo, à emergência de um conjunto de países com grande potencial (China, Índia, Brasil e Turquia) que acarretou a generalizada perda de posição dos principais países europeus (Itália, Espanha, França, Portugal e Grécia). Pensa-se que este processo está em pleno desenvolvimento e vem colocar um sério problema de competitividade à indústria europeia das rochas ornamentais, a reclamar um urgente reposicionamento estratégico.
Apesar disso, na distribuição da produção nacional por tipos de rochas em 2004, os mármores e calcários continuaram a representar cerca de 45 % do valor global. Seguiram-se a pedra para calçada e rústica (incluindo cubos e paralelipípedos, lancis, pedra rústica e outros), os granitos e rochas similares e, por último, a ardósia e o xisto ornamental. A distribuição dos volumes por tipos de produtos é significativamente diferente, encontrando-se a pedra para calçada e a pedra rústica em primeiro lugar, com cerca de 52 % do volume global das rochas ornamentais.
Autor: A. CASAL MOURA (Geólogo)
Fonte: Revista Rochas & Equipamentos (Estatísticas da DGGE)