Sex, 18 de Maio de 2012

 

 

 

 

 

 

 

Rochas Equipamentos
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Inovação no sector da calçada portuguesa

Calçada à Portuguesa. O que é?

A Calçada à Portuguesa é o termo social e comercialmente utilizado, para designar “ O empedrado de um pavimento, cujas componentes são de pedra natural denominada de calcário e assentes e dispostas no solo de forma mais ou menos homogénea.”

 

A Calçada à Portuguesa é assim um produto final, que encerra no âmbito da sua definição duas fases distintas no seu ciclo de produção. A primeira fase corresponde, à fase da Exploração da Pedra, que consiste em transformar a rocha em bruto, em paralelepípedos mais ou menos regulares, e de reduzida dimensão. A segunda fase corresponde ao Serviço de Calcetamento, que consiste colocação dos paralelepípedos sobre o solo com técnica adequada, e em utilizações variadas. Desta cadeia de valor resulta o produto acabado chamado “Calçada à Portuguesa”, na forma de um pavimento, durável, resistente, bonito e ecológico, aplicado nas ruas, praças, passeios, jardins e até em interiores de habitações.

 

Breves notas históricas

A calçada à portuguesa é uma herança histórica da cultura e da tecnologia de construção do povo Romano, e da qual existem inúmeros vestígios (como por exemplo a Estrada Romana situada em Algueidão da Serra concelho de Porto de Mós, e também sede da AECP – Associação de Exploradores de Calçada à Portuguesa). A calçada à Portuguesa embora fazendo parte de toda a uma cultura nacional Portuguesa, está indiscutivelmente associada a toda uma região bem demarcada chamada Serra de Aires e Candeeiros. O desenvolvimento económico do pós 25 de Abril, o crescente abandono da agricultura e pecuária, a fraca capacidade de absorção de mão de obra por parte da industria local, os reduzidos custos de investimentos para entrar no sector, a abertura da economia nacional ao exterior, criaram condições excepcionais para o enorme desenvolvimento desta indústria extractiva desta região, nos últimos vinte anos.

 

Caracterização do sector da Pedra para Calçada
O sector da calçada à Portuguesa, tem hoje a sua associação representativa, denominada de AECP – Associação de Exploradores de Calçada à Portuguesa, constituída a 10 de Dezembro de 2001, cujo objecto social, é a promoção e desenvolvimento da exploração de calçada à portuguesa e rochas ornamentais, bem como a defesa dos interesses dos seus associados. A Associação está a dar os primeiros passos na procura da sua própria identidade e afirmação neste sector. A oportunidade de estarmos presentes em congressos, seminários ou reuniões com a administração local e central, é já um sinal, desses novos tempos que se avizinham, exigindo, muito trabalho e determinação em defesa deste sector, que tem visto, crescer a sua importância regional e até nacional, em termos de impacto económico e social, mas ao mesmo tempo, tem sofrido grande pressão das entidades públicas, pelas questão que se prendem com o ordenamento territorial e ambiente.

 
Como foi anteriormente referido, as empresas exploradoras de calcário para calçada, são unidades de pequena dimensão, em, média 3 a 4 pessoas, cujo grau de escolaridade é normalmente baixo, cuja vocação essencial está na produção, tradicionalmente assente em métodos tradicionais de exploração e arranque e que, pese embora o elevado esforço de investimento em meios mecânicos e de movimentação de materiais, continua a manter um processo produtivo baseado na força do trabalho do homem. A capacidade de produção é assim limitada, podendo admitir-se que um trabalhador possa produzir cerca de 2 toneladas de calçada Vidraço Branco 5×7 Cm, por dia. Estas unidades produtivas são na maioria empresários em nome individual, muito embora seja crescente a constituição de sociedade por quotas. A comercialização da produção, está muito assente em empresas intermediarias que conhecendo suficientemente bem o mercado a montante e ajuzante asseguram o escoamento do produto. Em grande média, o controlo do mercado é efectuado por estes agentes intermediários que para além de algum controlo sobre o mesmo têm geralmente grande capacidade financeira. Tendo em conta a grande procura do produto, não existem quaisquer políticas de armazenagem, para eventuais oscilações no mercado. Tal significa assim, que a produção é escoada quase diariamente das pedreiras, até porque estas, também não têm normalmente grandes condições físicas, para efectuar grandes volumes de stocks.

 

 

Autor: Fernando dos Santos
Fonte: Revista Rochas & Equipamentos



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