Uma redução considerável das exportações italianas de mármores e granitos
Nos primeiros quatro meses de 2009 a Itália exportou cerca de 1 milhão de toneladas de pedra natural (matéria prima, produtos acabados, etc), com o valor de 427 milhões de euros, o que corresponde a 21,3% de redução na quantidade e de 23,6% de redução no valor se comparados com o mesmo período em 2008. Este dados, publicados pelo Internazionale Marmi e Macchine Carrara, mostram que os receios de que o ano de 2009 seria muito difícil, têm fundamento.
Estes dados estão entre os piores de anos recentes e reflectem um redução considerável nas exportações italianas devido à crise que tem vindo a afectar diversos mercados e consumo. Mesmo que 4 meses sejam um período curto de tempo para analisar, os dados reflectem reduções em todas as áreas. No que diz respeito aos grandes materiais como os granitos, esta tendência de quebra é confirmada e mesmo que as percentagens não sejam tão negativas, estão definitivamente na linha vermelha.
Outros dados são de interesse, como são aqueles relativos aos mercados para onde este produtos são exportados assim como as tendências das duas maiores áreas exploradoras: Toscana e Veneto.
Em termos de mercado os dados mais negativos foram registados na América do Norte. Tendo em consideração o mercado norte americano, desde 2007 que os dados registam uma quebra recorde de dois terços em importações em termos de volume, enquanto que a quebra em valor é maior do que 54%. Nesta área exportações de produtos acabados diminuiu principalmente no último ano.
Da mesma forma, exportações diminuiram para a União Europeia em mais de 28% em termos de valor para os grandes produtos e para países europeus fora da UE em 15,5% (Suiça, Rússia e Croácia diminuiram). África continua forte em termos de valor, assim como o Médio Oriente, no entanto algumas reduções verificaram-se em termos de volume.
A Ásia Oriental diminuiu ambos em termos de volume e valor. A Índia mostrou algumas incertezas e a China, que mais paga por materiais italianos, mostrou valores limitados.
No que diz respeito às duas maiores regiões italianas (Toscana e Veneto), há apenas dados disponíveis para os primeiros 3 meses. A análise de ambos mostra uma tendência que já se verificava em 2008: Toscana continua a sentir o efeito negativo dos mercados externos, mas menos do que Veneto. O reduzido período não permite grandes análises, a não ser confirmar a tendência negativa.